Goof Troop (SNES): passwords de todas as fases do jogo do Pateta

Se você jogou Goof Troop — o “jogo do Pateta e do Max” — provavelmente não sabia que estava jogando o primeiro projeto de Shinji Mikami como designer. O mesmo Mikami que três anos depois criaria Resident Evil e inventaria o survival horror.
Não é curiosidade solta. Os elementos estão todos lá: inventário limitado a um item por vez, puzzles de chave e porta, backtracking, recursos que acabam. Goof Troop é um jogo da Disney de 1993 com o esqueleto de um survival horror por baixo.
E ele tem password. Feito de frutas.
Como funciona o password do Goof Troop
A tela de senha usa cinco objetos em sequência, escolhidos entre quatro itens:
- Banana
- Cherry (cereja)
- Red Diamond (diamante vermelho)
- Blue Diamond (diamante azul)
Só esses quatro. Se você encontrou uma lista que menciona maçã, pode descartar a lista inteira — maçã não existe na tela de password de Goof Troop. É o sinal mais rápido de que a lista foi inventada.
Passwords das fases
| Fase | Sequência (5 objetos) |
|---|---|
| 2 | Banana · Red Diamond · Cherry · Banana · Cherry |
| 3 | Cherry · Red Diamond · Blue Diamond · Cherry · Banana |
| 4 | Red Diamond · Cherry · Blue Diamond · Blue Diamond · Red Diamond |
| 5 (final) | Banana · Cherry · Blue Diamond · Red Diamond · Banana |
Uma observação sobre numeração: algumas listas antigas rotulam essas mesmas quatro sequências como “fase 1 a 4”, porque contam o password pela fase que você acabou de terminar em vez da fase para onde ele leva. As sequências são idênticas e estão na mesma ordem — só o rótulo muda. As de cima seguem a convenção mais útil: a fase para a qual o código te manda.
O jogo também mostra um password ao final de cada fase, então você pode continuar de onde parou sem consultar lista nenhuma.
As cinco áreas da Ilha Spoonerville
Goof Troop tem cinco áreas, e a progressão é bem marcada:
- A praia — tutorial disfarçado, ensina o gancho e o arremesso de barril
- A vila sitiada — primeiro uso sério de puzzle com blocos
- O castelo mal-assombrado — onde o DNA de Mikami fica óbvio
- A caverna — a parte mais difícil, com puzzles de tempo
- O navio pirata — resgate do Pete e do PJ
O co-op que vale mais que a campanha
Jogar sozinho como Pateta é bom. Jogar com alguém, um no Pateta e outro no Max, é outro jogo.
A diferença não é cosmética: os dois personagens têm alcance e velocidade diferentes, e vários puzzles ficam mais rápidos com dois pares de mãos — um segura o interruptor, o outro atravessa. Não existe fogo amigo e não existe competição por recurso, o que faz dele um dos co-ops mais gentis do SNES. Dá para jogar com alguém que nunca encostou num controle.
É também um jogo curto — quatro a cinco horas na primeira vez, menos de duas quando você já sabe os puzzles. Curto o suficiente para zerar num sábado à tarde, que é provavelmente como você jogou da primeira vez.
Por que ele é tão bem avaliado hoje
Goof Troop caiu naquela categoria de licença da Disney que ninguém esperava que fosse boa e que era muito boa — a mesma em que estão Duck Tales e Chip n Dale. A Capcom tinha uma linha de produção de jogos licenciados que, ao contrário de praticamente todo mundo na época, levava o design a sério.
O reconhecimento veio décadas depois, quando a comunidade percebeu a assinatura de Mikami no jogo. Hoje ele é lido menos como “jogo do Pateta” e mais como o rascunho de uma carreira.
Fontes consultadas: passwords verificados de forma cruzada entre o acervo do World of Nintendo e as listas de comunidade do PixelGuides e GameFAQs; as duas fontes trazem as mesmas quatro sequências na mesma ordem. Crédito de design a Shinji Mikami conforme a ficha técnica do jogo.
Curte password de SNES? Veja também os passwords do Aladdin da Capcom, que usa rostos em vez de frutas, e os passwords completos de Super Bomberman 3.




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